Os particulares contornos da migração forçada de mulheres negras: um olhar ao descortinamento de vulnerabilidades trazido pelo projeto “Vidas Refugiadas”

Autores/as

  • Cristian Reginato Amador Centro de Mediações e Práticas Restaurativas na Faculdade de Direito de Santa Maria, Brasil
  • Cristiane Penning Pauli de Menezes Universidade Feevale, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.15648/legem.2.2019.2508

Palabras clave:

Migração; Mulher; Negritude; Relações de Gênero; Vidas Refugiadas

Resumen

Vive-se hodiernamente um contexto com inúmeros conflitos ideológicos diante da temática migratória, não em seu sentido reducionista, mas na abordagem essencialmente ampla da ideologia predominante. O caráter desigual presente na distribuição das riquezas mundiais, somado aos numerosos conflitos armados e mudanças climáticas, gera um constante fenômeno migratório, onde pessoas passam a buscar novos lares, novos empregos e, sobretudo, uma vida digna. Ocorre, no entanto, que a narrativa desse fenômeno sempre se dá a partir de uma ótica masculina e eurocentrada e raramente com um foco na mulher, reforçando uma invisibilidade habitualmente experimentada pelo gênero feminino, fato este que se intensifica quando se acrescenta a negritude. Desta forma, após analisar o projeto Vidas Refugiadas e tendo por base o estudo “Perfil Socioeconômico dos Refugiados no Brasil”, pergunta-se: em que medida do projeto Vidas Refugiadas reflete a realidade dos processo migratórios de mulheres negras no brasil?

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Cómo citar

Reginato Amador, C. ., & Pauli de Menezes, C. P. . (2020). Os particulares contornos da migração forçada de mulheres negras: um olhar ao descortinamento de vulnerabilidades trazido pelo projeto “Vidas Refugiadas”. Legem, 5(2), 42–60. https://doi.org/10.15648/legem.2.2019.2508

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Publicado

2020-06-27

Número

Sección

Artículos